
Intel e Softex am um acordo de cooperação técnica e científica que estabelece um compromisso bilateral para a realização de um programa voltado à capacitação de empresas brasileiras de software em tecnologias de ponta.
A iniciativa não beneficiará apenas companhias filiadas à Softex, mas também associadas a entidades como Assespro, Abes e Fenainfo.
“O objetivo é tornar as empresas mais competitivas no mercado global, possibilitando a criação de produtos que ofereçam uma experiência mais completa ao consumidor brasileiro”, afirma Kim Gerardi, diretora de Alianças Estratégicas em Software da Intel. “Hoje, o que decide o sucesso de uma plataforma de computação é a disponibilidade de softwares de qualidade e relevância local”, completa.
Conforme a executiva, a aposta está em um mercado que movimenta, atualmente, US$ 18,5 bilhões mundialmente, cifra que deve aumentar cerca de 25% em 2011.
Kim define o momento atual de crescimento econômico do Brasil como “fantástico” e “criador de uma demanda por soluções criadas a partir de aplicações locais”, que aproveitem a tecnologia de ponta especialmente em áreas como gerenciamento de energia e performance gráfica, entre outras.
Segundo dados do Observatório Softex, unidade de estudos e pesquisas da entidade, a indústria brasileira de software e serviços de TI (IBSS) movimentou US$ 25,9 bilhões no último ano.
Atualmente, 66.287 empresas participam deste mercado, segundo o mesmo levantamento, reunindo 431 mil profissionais ocupados e gerando receita líquida com atividades no exterior da ordem de US$1,6 bilhão.
"A Intel está entre as empresas mais inovadoras do mundo e o seu compromisso com o Brasil é cada vez mais evidente. A companhia está representada na comissão do Futuro, recentemente anunciada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)”, destaca Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da Softex.
O dirigente lembra que a entidade e a multinacional já realizaram outras iniciativas conjuntas, o que torna o atual acordo uma “consequencia natural” de resultados já obtidos.
“É o amadurecimento do mercado brasileiro de software e serviços de TI", define Bacha.
Já Omar Toral, diretor de Habilitação de Softwares para a América Latina da Intel, traz dados de um estudo realizado pela Evans Data Corp para demonstrar o potencial do acordo.
“Em 2015 o Brasil ocupará a 6ª posição entre os países com maior número de desenvolvedores”, informa Toral. “O Brasil tem capacidade de assumir uma posição de destaque no mercado mundial de softwares, levando produtos de alto valor agregado a empresas ao redor do planeta”, complementa.
A Softex é gestora do Programa para Promoção da Exportação do Software Brasileiro.
A entidade atua na disseminação e auxílio à implantação de melhores práticas em desenvolvimento de software nas companhias nacionais, capacitação de recursos humanos, auxílio à obtenção de recursos financeiros junto a fontes públicas e privadas, entre outras ações.
O Sistema Softex reúne mais de duas mil empresas de todo o território nacional e é integrado por uma rede formada por 20 agentes regionais – no Sul, por exemplo, a Softsul.
Além disso, a entidade conta com uma rede de apoiadores institucionais, técnicos e financeiros, formada por: ABES, ABDI, Abinee, Abragames, Apex-Brasil, Anprotec, Assespro, BID, BNDES, Brasscom, CNI-SESI-SENAI, CNPq, Embrapa, Fenadados, Fenainfo, Finep, Frente Parlamentar de Informática, IBGE, INPI, SBC, Sebrae, União Europeia, Ministérios da Ciência e Tecnologia, da Cultura, de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, das Relações Exteriores e do Trabalho e Emprego.