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Bertrand Salomon, CEO adjunto e cofundador da Transatel (Foto: Divulgação)
A Transatel, subsidiária da NTT Data que fornece soluções gerenciadas de conectividade IoT, anunciou sua entrada na América Latina, com uma base regional de operação e infraestrutura no Brasil registrada como uma operadora de rede móvel virtual (MVNO).
Nessa configuração, a operadora irá oferecer conectividade de dados 2G a 5G e LTE-M (rede que usa frequências licenciadas por operadoras de telefonia) por meio de acordos próprios de o com operadores nacionais em toda a região latino-americana.
Em um primeiro momento, o projeto será apoiado pela TIM, que irá instalar junto à companhia dois pontos de presença regionais em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Segundo a empresa, a escolha pelo Brasil como ponto de partida se deu devido ao fato do país ser um dos mais regulamentados do ponto de vista do setor de telecomunicações.
Até o momento, a Transatel conta com apenas um funcionário no Brasil registrado no LinkedIn.
Stefano Candido vem da Cubic Telecom, onde trabalhou por três anos como gerente geral para o Brasil e advisor sênior para a indústria de IoT. Antes disso, fez carreira por mais de 20 anos na Fiat Chrysler Automobiles e ou pela Atlanet e BT Group.
Ao desembarcar na América Latina, a companhia objetiva apoiar implementações internacionais de conectividade Internet das Coisas (IoT) e Internet de Veículos (IoV) em 2025.
“A Transatel sempre privilegiou uma abordagem GoLocal: capacidades globais, com e local. Ter uma rede central e uma infraestrutura comercial no Brasil nos permitirá manter a mais alta qualidade de serviço para nossos clientes. Desbloquear todo o potencial do 5G garantirá máxima taxa de transferência e mínima latência para aplicativos críticos de IoT e IoV em toda a América Latina e além”, pontua Bertrand Salomon, CEO adjunto e cofundador da Transatel.
Segundo o executivo, em um primeiro momento, a empresa terá como foco os setores automotivo, manufatura, cidades inteligentes e mobilidade, energia, serviços públicos, agricultura e mineração.
A empresa, fundada nos anos 2000 e com sede em Paris, na França, já atuava no Brasil, apesar de não haver registros de seus projetos ou de quando data esse período.
Entre seus outros mercados, atualmente, estão a Europa, América do Norte e Japão, que juntos somam mais de 200 países e territórios atendidos.
Seus cartões (e)SIM estão embutidos em milhões de dispositivos e veículos profissionais e de consumo que podem se conectar a redes celulares públicas e privadas em todo o mundo.
Uma cobertura global foi recentemente ampliada com três parcerias com operadoras não terrestres para garantir a continuidade do serviço, mesmo nas regiões mais remotas do globo, como a Amazônia.
Ainda no ano ado, a Transatel se uniu à China Telecom, uma das maiores empresas do setor na Ásia, para abrir serviços comerciais na China voltados para a tecnologia LTE em roaming de entrada.
Hoje, o portfólio da empresa inclui nomes como Airbus, Jaguar Land Rover, Stellantis e Worldline.
“A NTT já possui uma base forte na América Latina. Ainda assim, com essa expansão, nosso objetivo é fortalecer ainda mais nossa posição no setor de TIC conectando projetos de mobilidade inteligente, industriais e empresariais, garantindo que a tecnologia IoT seja ível a todos. A Transatel será um facilitador chave para apoiar a implantação Full Stack Edge-as-a-Service da NTT Data na região”, afirma Jefferson Anselmo, vice-presidente sênior da América Latina, da NTT Ltd.
A NTT Data, no mercado desde 1988, é uma empresa global de serviços de TI com sede em Tóquio, no Japão. Parte do NTT Group, a companhia realiza consultoria, soluções industriais, serviços de processos de negócios, modernização digital e de TI e serviços gerenciados. Presente em mais de 50 países, registrou receita de US$ 30,16 bilhões no último ano.
Em 2018, a empresa adquiriu a Transatel em um movimento que ampliou sua oferta de produtos, por um valor não revelado.